O que considerar para aplicar estratégia em pequenas empresas. Quais são as principais dificuldades, qual a origem do termo e quais são os principais pontos.
Sempre que eu ouço alguém falar de estratégia em pequenas empresas (ok, eu ouço muito, já que é o nome da minha empresa) me lembro daquela cena do filme “Tropa de Elite” com o Capitão Nascimento treinando os postulantes ao BOPE repetindo a palavra em diversas línguas:
“Estratégia, do grego Stratègós, do inglês Strategy, do francês Stratégie…”
Sim! Quem se lembra do filme lembra também que esse era um treinamento para os cadetes controlarem o sono! E é aí, infelizmente, que começo a falar sobre estratégia no nosso mundo empresarial. A impressão que tenho quando falo sobre Estratégia com o empresário é que estou dando uma de Capitão Nascimento. Neste momento o empresário está pensando:
“Esse cara vai me pedir para montar a estratégia da minha empresa? O tempo que vou ‘perder’ com isso daria para eu resolver 5 problemas de clientes, fazer 5 reuniões de acompanhamento com meus funcionários e quem sabe até conseguiria fechar 2 negócios importantes!”
Ele está certo, mas o que é isso sem estratégia? Na verdade, o empresário até está certo, pois ele pratica estratégia sem querer e a trabalha diariamente. Quer ver? Quando ele abriu a empresa e decidiu quais produtos venderia e a que preço, isso é estratégia. Quando decide criar uma nova linha ou entrar em algum mercado, ele tem algum objetivo e a forma como chegar lá. Isso é estratégia. E posso dar mais vários exemplos.
Então qual é o problema? Bom, o empresário faz isso sem métodos e baseado em “achismo”. Ele pensa “eu conheço esse mercado melhor do que ninguém. Esse é o caminho!”. E “sai fazendo”.
Aí a coisa complica! Uma decisão estratégica deve estar largamente baseada em fatores quantitativos e qualitativos. Opiniões de clientes, levantamento de tamanho de mercado, investimento e impacto em custos, lucro esperado, competências da empresa e muitos outros fatores devem ser considerados.
Aí vale a pena investir no planejamento para realizar a mudança estratégica. Se o empresário não dispõe deste tempo ou ‘não tem a manha’, pode contar com a ajuda externa, mas deve ter em mente que esse será um valor muito bem investido, se ele escolher pessoas bem preparadas.
Voltando ao ‘Tropa de Elite’, se o filme mostrasse a continuação da aula do capitão Nascimento (e os espectadores não dormissem), ele provavelmente explicaria que estratégia é um conceito militar, empregado há milênios no campo de batalha.
E não vivemos uma guerra no nosso dia-a-dia empresarial? Pois é, a estratégia é um conceito militar aplicado em larga escala no mundo dos negócios. Basicamente, refere-se a:
Para os militares |
Para os empresários |
O Objetivo | Onde você quer chegar e quais são os resultados esperados |
Ofensiva | Quais são as ações empregadas para chegar ao objetivo? |
Cooperação | Quais os recursos humanos e as parcerias empregadas? |
Concentração (Massa) | Qual será o esforço empregado? Quanto do seu orçamento será alocado? |
Economia | Vai valer a pena a empreitada? Considerar investimentos e custos posteriores à implantação. |
Manobras | Como chegar lá? Detalhamento das ações. |
Surpresa | Como surpreender seu concorrente? Qual é o momento de realizar as ações e como comunicar ao mercado? |
Segurança | Controle de riscos da implantação da estratégia? Qual o plano de fuga? |
Simplicidade | Aplicar ações complexas apenas quando necessário, no mais, os objetivos e ações devem estar claras para todos os envolvidos. Método KISS (Keep it simple and stupid)! |
E você está preparado para esse exercício militar, na sua empresa? Chame-nos para conversar se precisar de ajuda!
Leonardo Canto e Mello é especialista em Processos, web marketing e Relacionamento com o cliente. Gerenciou projetos de CRM e canais eletrônicos para mais de 20 paises na Linde Gas Therapeutics. Formado em administração de empresas pela PUC-RIO e especialização em marketing no IAG e gestão pelo IBMEC-RJ.